É importante investigar seu histórico familiar

6 Oct 2017

 

  

Quando falamos de câncer de mama, um dos fatores que devem ser observados é o histórico familiar da paciente. De acordo com a Sociedade Norte-americana de Câncer, de 5 a 10% dos casos da doença são hereditários, causados por uma mutação nos genes BRCA1 e BRCA2. Em células normais, esses genes previnem o câncer, criando proteínas que evitam que elas cresçam anormalmente. Versões modificadas desses genes não impedem o crescimento anormal, o que pode levar ao câncer. Em algumas famílias com as mutações, o risco da doença chega a 80%. 

 

O risco praticamente dobra entre as mulheres com parentes em primeiro grau (mãe, irmã ou filha) que tiveram a doença. Ter dois parentes de primeiro grau aumenta o risco cerca de 3 vezes. Não ter nenhum parente com histórico da doença, no entanto, não significa não ter chances de desenvolvê-la. Apenas 1% dos pacientes de câncer de mama são homens - ou seja, ser mulher é o principal fator para ter a doença. O risco aumenta com a idade: a maioria dos diagnósticos são em mulheres acima dos 55 anos.

 

Uma série de outros fatores também podem influenciar, como a raça (mulheres brancas com mais de 45 anos correm mais risco que as negras) e a menstruação - mulheres que tiveram a menarca antes dos 12 anos e, portanto, foram expostas a hormônios femininos por mais tempo, também correm mais risco. O que sabemos com certeza é que não há fórmula que possa identificar quem terá ou não câncer de mama.

 

Por isso, não há desculpa para não estar em dia com os exames, principalmente durante o Outubro Rosa - e, claro, levar um estilo de vida saudável, que continua sendo o método mais eficaz de prevenção.

 

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